Análise da sexualidade no livro De profundis de Oscar Wilde (Cristiano de Oliveira Paes)

Título: Análise da sexualidade no livro De profundis de Oscar Wilde

Autor: Cristiano de Oliveira Paes

Orientador: Prof. Dr. Luiz Fernando Gomes

Resumo: De todos os personagens que Oscar Wilde criou em sua vasta produção teatral e de forma mais ampla literária, talvez o maior tenha sido justamente um de carne e osso: ele mesmo, Oscar Fingal O’Flahertie Wilde. A proposta executada através da analise literária de De Profundis, pode ser entendida como uma investigação do “Amor que não ousa dizer seu nome”, uma exaltação poética do autor para se referir ao homossexualismo.
A curta vida de Wilde transcorreu durante o longo reinado da rainha Vitória, que durou de 1837 a 1901. A era vitoriana como ficou conhecida, se caracterizou por um clima moral impregnado de falso puritanismo. O importante era manter as aparências de uma sociedade moralmente sadia, mesmo que à custa de uma enorme hipocrisia. Quem ousasse desafiar aquela ordem de coisas podia acabar pagando caro. E foi justamente o que aconteceu com Oscar Wilde.
Em várias das obras de Oscar Wilde, a revelação de um segredo pecaminoso e sua consequência trágica são o tema central. Se “a arte imita a vida”, como ele insistia em seu ensaio “A decadência da mentira” (1899), o próprio Wilde estava se aproximando desse modelo em sua obsessiva busca de prazer: “Posso resistir a tudo, menos à tentação”.
Além disso, sua amizade íntima com Lord Alfred Douglas, que conhecera em 1891, enfureceu o marquês de Queensberry, pai de Douglas, que passou a pressionar Wilde, acusando-o de ser homossexual praticante.
De Profundis (latim: “do fundo”) é uma epístola escrita por Oscar Wilde, durante sua prisão em Reading. Durante a primeira metade da carta Wilde, narra seu relacionamento e estilo de vida extravagante que o levou a condenação e a prisão por cometer atos imorais com diversos rapazes. O autor acusa tanto a vaidade Lorde Alfred Douglas e sua própria fraqueza em aderir a esses desejos.
Na segunda metade, ele se mostra introspectivo em seu desenvolvimento espiritual na prisão. Através da epistola, Oscar Wilde esperava que a posteridade e até mesmo seus inimigos pudessem entender seus sofrimentos.
Meu objetivo foi refletir sobre o tratamento dado ao possível homossexual o grande dramaturgo Oscar Wilde, na comunidade inglesa do século XIX, durante o longo reinado da rainha Vitória. Lembrando como ele próprio havia declarado – “explicar sua conduta sem tentar defende-la”.
Tentei de alguma forma, mobilizar o leitor para o respeito à diversidade sexual humana.

Palavras-chave: Literatura Inglesa, Análise Literária, Sexualidade, De Profundis, Oscar Wilde.

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